Advogada foi morta no quarto do irmão e sofreu sete golpes de faca, diz polícia

Corpo de Izadora Mourão foi encontrado no sábado (13), no quarto do irmão, que é o principal suspeito. Polícia também afirma que, após o crime, a mãe dos irmãos pediu que empregada doméstica dissesse que alguém entrou na casa e que suspeito estava dormindo.

Advogada Izadora Santos Mourão, de 41 anos, foi encontrada morta no último sábado (13) — Foto: Reprodução

A advogada Izadora Mourão foi morta com sete golpes de faca no quarto do irmão, o jornalista João Paulo Mourão, que é o principal suspeito do crime, segundo informou nesta terça-feira (16) o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, conhecido como Barêtta.

Izadora foi encontrada morta no sábado (13), no município de Pedro II, interior do Piauí. A polícia ainda investiga as motivações do crime, mas acredita que os dois irmãos tinham desavenças. Questionado pelos agentes, o suspeito não fala nada — ele foi preso nesta segunda (leia mais abaixo).

A mãe e outros familiares também estão sendo investigados por suspeita de participação no crime, segundo a polícia.

As investigações apontam que, após matá-la, o irmão teria ido dormir no quarto da mãe. Ela, ao encontrar a filha machucada no quarto, segundo o Barêtta, ligou para a empregada doméstica da casa pedindo para que ela dissesse que uma mulher havia entrado na residência e que João Paulo estava dormindo.

“A mãe, quando tomou conhecimento que a filha estava ferida ou morta, ao invés de ligar para a polícia e chamar o socorro médico, ligou para a faxineira combinando que ela dissesse que João Paulo estava dormindo e que uma mulher teria entrado. Porém, a partir das 7 horas da manhã, ninguém entrou naquela casa”, relatou o coordenador do DHPP.

A polícia, entretanto, não deu detalhes sobre como teria sido esse contato da mãe com a empregada. Também não se sabe se a funcionária já foi ouvida pela polícia.

Segundo o delegado, duas facas foram utilizadas no crime. Uma delas ficou com uma tia e outra com um primo do suspeito. “A tia o chamou para entregar a faca. A olho nu, nós já sabemos que tem vestígios de sangue e elas irão passar por exames periciais”, afirmou Barêtta.

Para o delegado, o crime foi premeditado. “Eles possuíam umas desavenças, mas isso vai ser delineado nos autos do inquérito policial nos próximos dez dias. A motivação é muito subjetiva. Ele não fala, ele não confessa. Na verdade, ele premeditou o crime. A Izadora, nas últimas forças dela, ela ainda se locomove e deixa claro que o assassinado estava próximo dela e dentro de casa”, disse.

Irmão preso

João Paulo Mourão, irmão da advogada, foi preso nesta segunda-feira (15) suspeito de ser o autor do crime. A polícia encontrou no quarto dele roupas sujas de sangue e uma faca que teria sido utilizada para assassinar Izadora. A vítima morava com o irmão e a mãe.

Conforme Barêtta, pessoas da família de Izadora serão investigadas por passar informações equivocadas aos policiais durante a investigação.

Versão inventada

No sábado (13), após encontrarem o corpo de Izadora, a família afirmou à Polícia Militar que uma mulher, identificada apenas como Maria, teria ido até à casa onde a advogada morava. Ainda de acordo com o que disse a família, a mulher encontrou com Izadora no quarto, já que a advogada estaria indisposta. De acordo com esta versão, a mulher foi a última a ter contato com Izadora e, depois disso, ela foi encontrada já sem vida.

“De acordo com relato de familiares, a mulher esteve ontem [sexta-feira] na casa da vítima, contudo, a vítima não se encontrava. Ela retornou hoje [sábado], a vítima a conhecia e como ela estava indisposta, pediu para que a mulher entrasse no quarto”, afirmou o major Jairo Oliveira, comandante do 12° Batalhão da Polícia Militar, no dia que Izadora foi encontrada morta.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Segundo o delegado Barêtta, essa história teria sido inventada para atrapalhar a investigação.

Font: G1

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