ARTIGO: A cidade que eu quero

Sabe,  eu sou o tipo de pessoas que gosta do lugar que mora e defende a minha Cuiabá com unhas e dentes quando vejo alguém falando mal  dessa cidade que amo, que meu deu emprego, uma família linda, amigos e companheiros que quero ter do lado o resto da vida.

Só que como cidadão cuiabano,  fico muito triste quando vejo, uma praça como da República semidestruída, vejo a falta de água na torneira de um trabalhador que paga as contas, vejo uma taxa de esgoto tão alta, uma rua sem sinalização, pessoas se arriscando tentando atravessar para não perder o ônibus que é escasso, uma rua esburacada,  ruas sem asfalto com o IPTU chegando. 

Fico realmente atônito quando vejo as pessoas de bem só trabalhando para pagar as contas, se sacrificando para dar o sustento de casa, sem ter a resposta que precisam do poder público com calçadas que possam andar, e quando tem ainda não há fiscalização e pessoas que não pensam no próximo estacionam nas calçadas obrigando o pedestre andar no meio da rua. 

E nessa época de calor nos locais onde o asfalto não chegou, a casa não para limpa. Ir para o trabalho sem se sujar é um desafio por causa da poeira.

E aí me pergunto,  onde está o poder público que não vê e atende o que de fato o povo precisa? Realmente estamos em uma pandemia, mas o asfalto não estava lá antes de março.

Aliás,  o asfalto não chegou nunca lá e onde chegou o tapa buracos precisou passar depois de muita insistência do presidente de bairro e moradores usando os meios de comunicação para reivindicar.

Quero sim um bairro asfaltado, um bairro com uma cobrança justa na conta de água com esse líquido precioso com constância nas torneiras, uma taxa de esgoto justa também.

Quero ter a segurança de chegar à minha casa e não ser assaltado ou ter minha casa furtada.

Quero que a fiscalização aja em favor do cidadão, não apenas para multar, mas para orientar e coibir o que de fato é abuso.

Quero sim que a sinalização seja feita nos bairros com semáforos e faixas de pedestres, tudo o que meu pagamento de impostos permita.

Quero sim falar da minha cidade com mais orgulho do que tenho hoje. Mas para isso preciso que as autoridades queiram também que nós cidadãos tenhamos o direito de ter o que a constituição nos garante como cidadãos.

Paulo Mello – é bacharel em Direito,  professor de Legislação de Trânsito e Língua Portuguesa, ex- Policial Civil ,  Policial Rodoviário Federal há 26 anos  e cidadão cuiabano.

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