Confirmado com Covid-19, atacante Jonathas, do Elche, da Espanha, diz: “Quase desmaiei”

O novo coronavírus fez o mundo esportivo parar. E a Espanha é um dos países com mais casos de infectados no mundo. No futebol, há onze casos confirmados. E Jonathas, jogador do Elche, da segunda divisão do país, foi o primeiro atleta brasileiro a testar positivo para o Covid-19, o nome da doença. O atacante começou a sentir fortes dores de cabeça, e após exames feitos pelo clube espanhol, foi confirmado o vírus no atleta.

– Eu comecei a sentir febre, um mal-estar muito grande e, na verdade, eu achei que fosse apenas uma enxaqueca. Porque minha cabeça estava doendo muito, meu corpo também. Mas quando amanheceu, eu fui conversar com o médico e ele me falou para fazer rapidamente o exame, porque eram todos os sintomas do vírus. Aí deu positivo – disse o atacante.

– Como eu me encontrava não dava para treinar. Porque meu corpo estava fraco, principalmente nos três primeiros dias eu sofri muito. Inclusive, não tinha força para nada. Quando fui tomar um banho, quase desmaiei no banheiro. Foi uma dor muito forte, nunca senti isso, Esse vírus não é brincadeira – conta Jonathas.

Revelado pelo Cruzeiro em 2006, e com passagens por Corinthians, times da Itália e Alemanha, Jonathas chegou ao Elche em 2014, depois rodou por mais alguns clubes e retornou ao clube no fim do ano passado.

O jogador está sozinho na cidade, apenas com a ajuda de amigos no momento. A família ficou no Brasil, mas ele segue mantendo contato, mesmo que virtual, pois ele precisa manter o isolamento social para evitar transmitir a doença para outras pessoas.

Nesta sexta-feira, dia 20 de março, o jogador voltou a fazer alguns exercícios físicos, mas com a orientação do clube espanhol. Jogador ficou praticamente uma semana sem conseguir manter uma rotina de atleta, e segundo ele, o vírus deveria ser levado mais a sério por aqui.

– Eu estou melhor, voltei a fazer exercícios, mas eu sou atleta e tive muita dor, imagina uma pessoa de idade. Por isso que a gente tem que pensar muito aí no Brasil. Porque algumas pessoas, não estão tendo a noção da gravidade desse vírus – pede o brasileiro.

Coronavírus em outros jogadores de futebol, dirigentes e esportistas

O primeiro caso do novo coronavírus foi reportado em dezembro do ano passado na China. Até agora, já são mais de 80 mil pessoas infectadas no país. Uma delas é o atacante brasileiro Dori, primeiro jogador de futebol chinês confirmado com a doença.

O jogador está internado num hospital na cidade de Guangzhou juntamente com todos os outros jogadores do time Meizhou Hakka. Segundo amigos do jogador, ele está bem no momento, mas faz parte do tratamento esse isolamento dele e dos demais membros do clube.

Dori, de camisa vermelha, é diagnosticado com coronavírus — Foto: Titan
Dori, de camisa vermelha, é diagnosticado com coronavírus — Foto: Titan
Dori, de camisa vermelha, é diagnosticado com coronavírus — Foto: Titan

No Brasil, na última quinta-feira, o pivô de basquete Maique do Paulistano foi o primeiro caso de atleta infectado no país. O jogador usou as redes sociais para falar do seu momento.

– Não sei aonde peguei, mas eu estou me sentindo bem no momento. Estou em casa, em tratamento e o clube tem me dado todo o suporte e apoio necessário.

Alguns dirigentes de clubes também pegaram o covid-19, como o presidente do Internacional, Marcelo Medeiros, que já não esta mais com sintomas e está em casa. Além dele, um outro caso que chamou a atenção foi do vice-presidente de embaixadas do Flamengo, Mauricio Gomes de Mattos. Ele teve alta, mas segue de quarentena.

Por causa da contaminação de Mauricio, e por ele ter viajado com os jogadores, o clube resolveu fazer testes em todos os jogadores e comissão técnica. Nenhum atleta foi diagnosticado com coronavírus, mas o técnico do Flamengo Jorge Jesus precisou fazer o exame duas vezes para ter certeza que não estava infectado.

Para o infectologista, Edimilson Migowski, os exames nem sempre apontam na primeira amostra o resultado. São necessárias mais tentativas na busca pelo real diagnóstico. Que para o doutor sendo negativo na última amostra, já garante que o paciente não tem o vírus, mesmo com os dois primeiros exames tendo dado fraco positivo ou inconclusivo.

– Alguns exames são muito sensíveis, e acabam dando inconclusivo ou positivo fraco. Por isso, a vezes é necessário fazer uma contraprova. Um exame que as vezes tem a mesma especificidade, mas uma sensibilidade maior. Acaba sendo mais específico. E se deu negativo nesse último, então não tem erro – analisa o médico.

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