CORONAVÍRUS: EUA atingem 300 mil mortes por Covid-19, diz universidade

País é o mais atingido pelo coronavírus nos números absolutos de vítimas e de casos. Triste marca foi atingida no mesmo dia em que os americanos começam a viver a esperança das vacinas.

Os Estados Unidos atingiram nesta segunda-feira (14) a triste marca de 300 mil mortos por Covid-19 desde o começo da pandemia, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Num contraste com a esperança e a euforia com o início da vacinação, os EUA vivem os piores dias em números de casos e mortes pelo novo coronavírus desde que a crise sanitária começou. Na semana passada, houve dias em que as autoridades americanas registraram mais de 3 mil vítimas em apenas 24 horas.

Painel da Universidade Johns Hopkins aponta mais de 300 mil mortes por Covid-19 nos EUA nesta segunda-feira (14) — Foto: Reprodução/UJH
Painel da Universidade Johns Hopkins aponta mais de 300 mil mortes por Covid-19 nos EUA nesta segunda-feira (14) — Foto: Reprodução/UJH

Em números absolutos, os EUA são o país com maior número de vítimas do novo coronavírus. Na segunda colocação, está o Brasil, com mais de 180 mil mortos pela doença.

Ainda de acordo com a Johns Hopkins, os EUA também têm o maior número de casos no mundo: são 16,3 milhões de diagnósticos do novo coronavírus. É bem mais do que os 9,88 milhões de registros confirmados na Índia, segundo país com mais casos, e o Brasil, com 6,9 milhões.

Veja abaixo o aumento nas mortes por Covid nos EUA

Vacinação começa nos EUA

A triste marca das 300 mil vítimas foi atingida em um dia de esperança para os americanos: começaram a ser aplicadas as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 no país. Em um primeiro momento, profissionais da saúde receberam a imunização. Uma enfermeira em Nova York foi a primeira a ser vacinada.

O início da vacinação começou depois que as autoridades sanitárias americanas deram sinal verde para a vacina produzida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech. É a mesma que já está sendo aplicada no Reino Unido, desde semana passada.

Lotes da vacina da Pfizer são transportados no aeroporto de Louisville, em Kentucky, nos EUA — Foto: Michael Clevenger/Pool via REUTERS
Lotes da vacina da Pfizer são transportados no aeroporto de Louisville, em Kentucky, nos EUA — Foto: Michael Clevenger/Pool via REUTERS

As fabricantes publicara um estudo com os resultados preliminares dos testes de fase 3 da vacina. Segundo a pesquisa, o imunizante teve 95% de eficácia. Isso significa, na prática, que 95% das pessoas vacinadas ficam protegidas contra a Covid-19.

O chefe da Operação Warp Speed, iniciativa liderada pelos EUA para acelerar o desenvolvimento de vacinas, Moncef Slaoui, afirmou que os Estados Unidos pretendem ter cerca de 40 milhões de doses de vacina distribuídas até o final de dezembro. Esse número incluiria a vacina recém-autorizada da Pfizer e outra, da Moderna. A expectativa é que esse segundo imunizante consiga autorização para uso de emergência ainda nesta semana.

Outras 50 a 80 milhões de doses serão distribuídos em janeiro, e o mesmo número em fevereiro, disse Slaoui. Ambas as vacinas – da Pfizer e da Moderna – requerem duas doses por pessoa.

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