Corrida pela vacina contra a Covid-19 faz seus primeiros bilionários

Uğur Şahin, fundador da BioNTech, entra na lista de 500 pessoas mais ricas do planeta

Ao menos uma pessoa no mundo já está sentindo os efeitos positivos da corrida pela vacina contra o novo coronavírus. O médico alemão Uğur Şahin, fundador da BioNTech, ingressou na lista das 500 pessoas mais ricas do planeta após sua empresa desenvolver, com a gigante Pfizer, um imunizante contra a doença.

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Na quarta-feira, a vacina desenvolvida pelas duas empresas conseguiu aprovação para uso emergencial no Reino Unido. Pedidos semelhantes foram apresentados a autoridades de saúde nos EUA e na União Europeia. Apenas nesta semana, as ações da BioNTech já se valorizaram quase 10%, e ganharam mais de 250% no ano.

Com essa valorização, a fortuna pessoal de Şahin alcançou US$ 5,2 bilhões, dando a ele uma vaga no Índice de Bilionários da Bloomberg. A posição ainda é modesta, no pé da lista, muito distante dos US$ 188 bilhões de Jeff Bezos, fundador da Amazon, e dos US$ 139 bilhões de Elon Musk, que encabeçam o ranking.

Uğur Şahin, cofundador da BioNTech, entrou na lista de bilionários da Bloomberg Foto: YANN SCHREIBER / AFP
Uğur Şahin, cofundador da BioNTech, entrou na lista de bilionários da Bloomberg Foto: YANN SCHREIBER / AFP

De origem turca, Şahin deixou a carreira acadêmica para fundar a BioNTech ao lado de sua esposa, Özlem Türeci, que ocupa o cargo de diretora médica da empresa, e outros sócios. O foco era o desenvolvimento de tratamentos imunoterápicos contra o câncer, mas se voltou para a Covid-19 após o surgimento dos primeiros casos na Europa.

Segundo documentos apresentados pela BioNTech, Şahin controla 18% da companhia, que levantou US$ 150 milhões no IPO realizado ano passado, em Nova York. Ele se junta aos irmãos Strüngmann, Thomas e Andreas, que cofundaram a farmacêutica Hexal AG e são donos de metade da BioNTech, na lista de bilionários da Bloomberg.

A corrida pela vacina contra a Covid-19 também elevou a fortuna de investidores da maior rival da BioNTech, a americana Moderna Inc. No ano, as ações da empresa sediada em Cambridge, Massachusetts, já se valorizaram mais de 650%. O diretor executivo Stéphane Bancel, que controla cerca de 9% da companhia, agora soma fortuna de US$ 4,7 bilhões.

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