De encostado a herói: Davó ganha sobrevida no Corinthians com gol, apoio de Cássio e moral de técnico; veja o vídeo

Atacante ficou dez jogos sem ir para o banco e ganhou primeira oportunidade com Mancini

Matheus Davó chegou a ser um problema no Corinthians há alguns meses.

Sem conquistar a confiança do técnico Tiago Nunes e, posteriormente, de Dyego Coelho, o jogador teve duas opções avaliadas nos últimos meses: um retorno ao Guarani para um empréstimo para a disputa da Série B e um rebaixamento para o sub-23, para o Brasileiro de Aspirantes.

Nem uma coisa nem outra. O atacante de 21 anos foi mantido no elenco mesmo sem receber oportunidades. Ficou por dez partidas sem sentar nem do banco de reservas.

Até Vagner Mancini bancá-lo de titular contra o líder Internacional e ele marcar o gol da vitória por 1 a 0.

– A escolha do Davó foi em cima do que acompanhamos nos treinamentos. Quando perdemos Mantuan, que fez essa função contra o Vasco, eu buscava outro jogador que tivesse uma mobilidade boa, que ocupasse os espaços com velocidade, e na quinta e sexta tive a chance de explicar bem ao Davó aquilo que seria necessário que ele fizesse. E ele fez muito bem feito– disse o treinador.

O jogador, aliás, deve ser mantido no time titular na quarta, contra o América-MG, em jogo decisivo pelas oitavas de final da Copa do Brasil, em Belo Horizonte. Na ida, o Timão perdeu por 1 a 0 e agora precisa vencer por dois gols de diferença para avançar.

O gol de Matheus Davó é uma vitória pessoal do treinador. Ao chegar no clube, prometeu à diretoria que faria uma avaliação precisa do elenco antes de sair pedindo contratações. Em vários dos treinos dedicados aos reservas, o treinador colou no garoto para conversar e deu instruções valiosas.

Contratação questionada pela torcida pelos valores envolvidos (R$ 2 milhões), pela participação da Elenko Sports, pela investigação da Justiça sobre uma suposta fraude na transferência do Guarani, e pelas poucas oportunidades recebidas (eram só três jogos até sábado), Davó conseguiu suportar a pressão, seguiu trabalhando e contou com o apoio dos mais experientes.

Não à toa, correu para abraçar Gil, Marllon e Cássio após o gol marcado, em agradecimento pelo o que ouviu antes da partida. Sorridente, dedicou o gol aos seus familiares.

– Trabalhei duro durante esse tempo fora. Não esperava, mas consegui aproveitar e quero agradecer a minha família. Um beijo pra vocês.

Fonte: GE

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