‘Digital influencer’ de MT é detida suspeita de vender remédio emagrecedor falsificado

Paula Biazin foi presa em Sorriso, depois que a polícia encontrou remédio falsificado na casa dela. Advogado informou que ela desconhecia que o produto não fosse apenas fitoterápico.

Paula Biazin tem mais de 317 mil seguidores em uma rede social — Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil cumpriu um mandado e busca de apreensão na casa da digital influencer Paula Biazin, neste sábado (28), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. No local, os policiais encontraram três caixas de um medicamento falsificado. Dessa forma, a profissional foi detida sob suspeita de comercializar o produto.

De acordo com o delegado Nilson Farias, a ação policial foi realizada após uma solicitação do Ministério Público Estadual (MPE). Ele disse ainda que, o produto em questão é anunciado como fitoterápico, entretanto, possui substâncias medicamentosas, como diazepam e sibutramina.

Produto é considerado falsificado por se anunciado como fitoterápico e conter substâncias de uso controlado — Foto: Polícia Civil - MT
Produto é considerado falsificado por se anunciado como fitoterápico e conter substâncias de uso controlado — Foto: Polícia Civil – MT

O advogado de Paula, Carlos Alberto Koch, informou por telefone ao G1, que ela desconhecia que o produto não fosse apenas fitoterápico. Ainda segundo ele, a digital influencer não estava comercializando o emagrecedor e sim, ajudando outra pessoa a divulgá-lo.

O delegado informou que ela foi autuada por vender medicamentos falsificados. Durante interrogatório, Paula disse que desconhecia que o produto continha substâncias medicamentosas. Inclusive, mostrou ao delegado, sites oficiais que também comercializam o emagrecedor.

Produtos encontrados na casa de Paula, em Sorriso (MT) — Foto: Polícia Civil - MT
Produtos encontrados na casa de Paula, em Sorriso (MT) — Foto: Polícia Civil – MT

Paula Biazin, que tem mais de 317 mil seguidores em uma rede social, passou por audiência de custódia e foi liberada. O delegado informou que ela não tem antecedentes criminais ou conduta que justifique a manutenção da prisão. Dessa forma, ela pode ser liberada após audiência.

Recentemente, uma reportagem do Fantástico denunciou um esquema de fabricação clandestina de medicamentos desse tipo. Inclusive, alertando que a manipulação não obedecia a legislação e as substâncias utilizadas poderiam causar danos ao organismo.

Fonte: G1

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