EM JACIARA: “Estou do lado dos trabalhadores”, reafirma Max Russi em apoio a ex-funcionários de usina

Sem receber direitos trabalhistas, ex-colaboradores mantém manifestação por tempo indeterminado. MPT exige cumprimento do TAC, para que verbas rescisórias sejam quitadas.

O deputado Max Russi (PSB) se reuniu nesta sexta-feira (19) com os trabalhadores demitidos da Usina Porto Seguro, de Jaciara, que decidiram seguir com as manifestações em frente à sede da indústria de açúcar, etanol e bioenergia. Russi tem usado a tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar a empresa, que não cumpriu com o pagamento rescisório dos ex-funcionários, após demissão em massa. O senador Wellington Fagundes, o prefeito de São Pedro da Cipa, Alexandre Russi, e autoridades locais também acompanharam as tratativas.

Max Russi tem buscado diálogo com as autoridades judiciárias do estado, na busca de uma solução imediata e efetiva. Ele alerta que o não cumprimento dos direitos trabalhistas, dos já mais de 300 ex-colaboradores, tem gerado uma extensa crise econômica exponencial naquela região.

“Existe um sentimento geral em defesa desses trabalhadores. Isso impacta no comércio das cidades aqui próximas, pois o trabalhador não consegue pagar o aluguel da sua casa, sua conta de energia, o mercado, a farmácia. Além de deixar essas famílias em situação muito difícil, atrapalha toda a economia da região”, argumentou.

Max Russi acompanhou o início dos protestos na segunda-feira (15) e reforçou o apoio aos manifestantes, que já alegam sérias dificuldades financeiras. Já na quarta (17), o deputado fez um apelo às autoridades, durante sessão plenária.

 O parlamentar alega que, segundo consta em um pedido de reintegração de posse elaborado pela assessoria jurídica do grupo empresarial, o faturamento diário da Usina Porto Seguro, em período de safra, é superior R$ 1,1 milhões.

“Quero aqui questionar uma coisa: Se esse for o valor, daria para quitar as dívidas com esses trabalhadores em uma semana. É inadmissível que eles deixem com que essas famílias continuem vivendo essa situação, ainda mais em tempos de pandemia, onde achar um novo emprego não tem sido uma tarefa fácil”, avaliou.

No início do ano, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Porto Seguro, onde a empresa se comprometeu a realizar os pagamentos, divididos em no máximo 10 parcelas.

Entretanto, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Fabricação de Álcool de Jaciara e Região, Isaías Gomes de Souza, apenas a primeira parcela foi paga, isso em fevereiro de 2020. Ainda no início da semana, o MPT ingressou com uma ação, para que a usina cumpra o acordo e pague as verbas trabalhistas atrasadas.

A intenção do pedido é de que a Justiça do Trabalho determine, em 48 horas, que a usina deposite o valor na ordem de R$ 6,4 milhões, referente ao que ainda não foi quitado e à multa, pelo não cumprimento do acordo. Outra medida proposta pelo MPT é para que seja realizada a penhora de ativos financeiros em nome do grupo empresarial.

O deputado Max Russi afirma que já fez todos os encaminhamentos necessários, junto aos órgãos de fiscalização, assim como as secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), quando as denúncias recebidas de degradação ambiental, e a de Fazenda (Sefaz-MT), referente à possíveis vendas de produto final, sem nota fiscal.

“Tenho recebido diversas denúncias e, se isso for mesmo verdade, a justiça precisa agir o mais rápido possível em defesa dessas pessoas, que só querem receber o que é do direito delas, pois trabalharam muito, suaram a camisa. Estou fazendo e acompanhando todos os encaminhamentos e reafirmo aqui: Estou do lado dos trabalhadores”, assegurou.

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