Empresário suspeito de aplicar golpe em sócia é indiciado por estelionato e falsificação de documento particular

A vítima teve um prejuízo de mais de R$ 1 milhão investidos na empresa da área de mineração

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, indiciou um empresário do ramo de mineração pelos crimes de estelionato e falsificação de documento particular, praticados contra a sócia, causando um prejuízo de mais de R$ 1 milhão para a vítima.

As investigações do inquérito policial presidido pelo delegado Pablo Carneiro conseguiram provar que o suspeito adulterou o documento que utilizou para retirar a vítima do quadro societário.

O inquérito policial foi instaurado na Delegacia de Estelionato no mês de abril, para apurar suposto crime de estelionato, após a vítima registrar o boletim de ocorrência, narrando que no ano de 2018 abriu uma sociedade com o suspeito em uma empresa da área de mineração, na qual investiu aproximadamente R$ 1 milhão, entre imóvel, dinheiro e transações financeiras.

Após divergências com o sócio, a vítima decidiu fazer o distrato da sociedade assinando e reconhecendo firma em cartória no mês de setembro de 2021. Na ocasião, o suspeito deveria fazer o mesmo procedimento, porém reteve o distrato, dizendo que só entragaria uma via para a sócia quando o nome dela saísse da sociedade.

No mês de março de 2022, o suspeito fez uma procuração específica perante a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso, colocando a comunicante como outorgante e ele como outorgado, retirando a assinatura do distrato que ela havia assinado e colocando na procuração, falsificando o texto que continua a assinatura e o reconhecimento de firma da vítima.

Após a oitiva de testemunhas somadas a análise pericial ficou comprovado que o suspeito falsificou o documento para retirar a vítima da sociedade empresarial. “O indiciamento do suspeito se deu com base em todos os elementos levantados nas investigações, sendo verificado que o investigado não só praticou o crime de estelionato como também o crime de falsificação de documento particular”, disse o delegado

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