Escultura ‘As Três Graças’ é restaurada e evidencia o cuidado com o patrimônio cultural pela gestão Emanuel Pinheiro

A cerimônia foi realizada com todos os cuidados necessários de biossegurança na sexta-feira (28)

Representando o prefeito Emanuel Pinheiro e a primeira-dama Márcia Pinheiro, os secretários municipais de Turismo, Oscarlino Alves e da Mulher, Luciana Zamproni, entregaram nesta sexta-feira (28), o monumento ‘As Três Graças’. Totalmente recuperado pelo artista plástico Fred Fogaça. Esse é um dos equipamentos culturais mais importantes da história da cuiabania. A cerimônia foi realizada com todos os cuidados necessários de biossegurança.

Construída no ano de 1990 para homenagear três mulheres incentivadoras da cultura mato-grossense: a jornalista Luiza de Figueiredo Calhao (Nhalu), a professora e escritora Guilhermina de Figueiredo e a compositora, maestrina, educadora e teatróloga, Zulmira D’Andrade Canavarros, a obra de arte sofreu com a ação do tempo.

Com um olhar atento e sempre voltado para as causas femininas no município de Cuiabá, a primeira-dama Márcia Pinheiro,  faz questão de reforçar a preocupação da gestão Emanuel Pinheiro. “Com muita valorizaçãor, a gestão acredita na força feminina, com várias secretarias comandadas por mulheres. É um dever do poder público prestar essa homenagem e recuperar uma obra com tamanha grandeza, restituindo essa obra de arte para o convívio da população cuiabana. Três grandes mulheres, cada uma com suas particularidades”, ressaltou Márcia Pinheiro.

O secretário municipal de Turismo lembra que a escultura foi retirada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos- Limpurb e recuperada pela pasta.  A base da obra de arte também foi atingida por um automóvel o que causou sérios danos estruturais. “A entrega desse monumento, sendo entregue com as origens mantidas pelo artista Fred Fogaça, representa a figura de um cuiabano nato que ama e cuida da sua cidade de origem. Desde que assumi a pasta do Turismo tenho uma missão, que é de fortalecer o potencial turístico da capital. Podemos citar como exemplo a entrega do Beco do Candeeiro há duas semanas. São pequenas amostras que serão somatizadas num conjunto de obras que irão fortalecer as ricas histórias de Mato Grosso

“Como secretária da Mulher eu tenho de dizer que sinto orgulho por me sentir representada por essas três mulheres que representam muita mais que uma escultura, mais a vida, é uma história. O trabalho que cada uma delas deixou é muito importante. Que cada mulher que passar por aqui, pela Avenida Coronel Escolástica, se sinta representada”, declarou a secretária  Luciana Zamproni.    

Vida e Trabalho

A jornalista Luiza de Figueiredo Calhao (Nhalu) nasceu em Cuiabá em julho de 1866, carinhosamente chamada de “Nhalu”. Filha de Constantino de Figueiredo e D. Ignez Maria Paes de Faria de Figueiredo. Casou-se com o Major Emílio do Espirito Santo Rodrigues Calhao em 15 de agosto de 1881, filho de Joaquim José Rodrigues Calhao, falecido em Cuiabá a 14 de junho de 1885, depois de ter contribuído para o seu desenvolvimento cultural. Redator do jornal O Liberal e fundador do jornal A Província de Mato Grosso, que Emílio Calhau, seu filho simplificou para O Mato Grosso. Nhalu ao entrar na família, aprendeu a arte de escrever e tornou-se uma promissora jornalista. Um dos trabalhos dela era incentivar a dinamicidade do “Jornal A Voz do Norte”, um jornal noticioso, independente e literário. (Com informações da jornalista Neila Barreto que é pós-graduada em História)

Já a professora e escritora Guilhermina de Figueiredo nasceu em Cuiabá na Rua 13 de Junho, no dia 05 de junho de 1911. Filha de João Lourenço de Figueiredo e de Dona Francisca Izabel de Figueiredo. Faleceu no dia 04 de julho de 1981, nesta Capital. Ela cursou o 1º grau na escola Estadual Barão de Melgaço e o 2º grau na Escola Estadual Liceu Cuiabano, onde concluiu o curso normal. Segundo seu irmão Benedito de Figueiredo ainda vivo, era autodidata e como tal aprendeu outras profissões, como por exemplo, música e para aperfeiçoamento fez curso de piano, no estado de Guanabara, hoje do Rio de Janeiro.  Tem dois livros editados, um o ABC da Literatura e Lampejos d´alma, colaborou com a revista “A violeta”, ajudou a criar a Fundação Pio XII.

– Nascida em 14 de novembro de 1895, Zulmira D’Andrade Canavarros era compositora, maestrina, educadora e teatróloga e faleceu no ano de 1961. Foi a primeira mulher em Mato Grosso a fundar um clube de futebol. Trata-se do Mixto Esporte Clube, fundado a 20 de maio de 1934. Foi, também, uma intensa ativista cultural e social, além de uma intensa empreendedora.

 Zulmira começou a compor e a escrever peças de teatro, na adolescência, e durante toda a vida tocou piano e violino. Suas composições foram escritas em vários gêneros: sambas, quadrilhas, marchas, toada caipira, bolero, rasqueado, dobrado e embolada. As letras das músicas falam do amor, do sofrimento, do casamento, da relação entre o homem e a mulher e aspectos do cotidiano de Cuiabá.

Foi também uma das fundadoras da rádio Voz d’Oeste, em 1939, primeira rádio de Mato Grosso. Além dos programas jornalísticos, a rádio oferecia programas musicais, onde Zulmira, atuava ao lado de músicos como Ivo Arruda, Décio Gama e Juvenílio de Freitas, encantavam a população mato-grossense. (Com informações da dissertação de mestrado de Viviane Gonçalves da Silva, na tese: “Zulmira de Andrade Canavarros uma mulher sem fronteiras na Cuiabá da primeira metade do século XX. Texto com informações da jornalista Neila Barreto)

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