INCLUSÃO SOCIAL E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL: Russi intervém e Empaer é beneficiada com convênio da Assembleia Legislativa

O presidente, Max Russi avalia que o projeto tem vários prontos positivos, entre eles, baixo custo para execução e oportunidade para reeducandos se inserirem no mercado de trabalho. Ele informou que graças as economias que a Casa vem fazendo, vai conseguir viabilizar um aporte de 600 mil reais, em suma, cada muda de planta sairá por apenas R$ 1 real.

Uma comitiva da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) participou de uma reunião com presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB) no colégio de líderes da Casa nesta segunda-feira (30). No encontro, foram apresentados dois projetos – um para o Vale do Rio Cuiabá e outro para a Região Sul do estado: serão 25 municípios beneficiados com 600 mil mudas de plantas nativas, frutíferas, além de sementes. O objetivo, segundo técnicos da empresa é que a Empaer produza as mudas, os deputados as conduzam e, na sequência, elas sejam destinadas aos municípios selecionados, onde técnicos estarão à disposição para orientar sobre os devidos manejo e cultivo.

O presidente do Legislativo, avaliou que o projeto tem vários prontos positivos, um deles é baixo custo. E informou que graças as economias que a Assembleia Legislativa vem fazendo, vai conseguir viabilizar um aporte de 600 mil reais, em suma, cada muda sairá por um custo de apenas R$ 1 real.

“O principal ponto é preço barato da produção que será feita pelos reeducandos. Então você acaba trazendo o sistema prisional para dentro do projeto junto com a Empaer. Dá serviço para os presidiários e, consequentemente, consegue fazer uma muda mais barata que vai atender toda a comunidade, principalmente a agricultura familiar do nosso Estado. É importante que o preso possa trabalhar, ocupar a cabeça, aprender algo. Sem sombra de dúvidas esse projeto tem um alcance social muito grande, até porque, pensa desde o presidiário que pode ter uma ocupação e também nas questões ambientais e da agricultura familiar.

Presidente da Empaer de Cuiabá, Renaldo Loffi (o popular Alemão), argumentou que o recurso que a AL está liberando para a Empaer é de fundamental importância, tendo em vista que irá ajudar na manutenção da estrutura do viveiro que a empresa sustenta em Várzea Grande, com laboratórios para produção de mudas frutíferas e nativas para recuperação de áreas degradadas. “E no momento em que é passada a informação de tecnologia de como fazer a recuperação dessas áreas também fornecemos as mudas para que a população consiga realizar esse plantio”, disse.

Alemão reconheceu que a Assembleia tem sido parceira da agricultura familiar em todos os sentidos. E informou que no momento em que as mudas estiverem prontas – os técnicos vão entrar em contato com as propriedades assistidas – para fazer a distribuição das plantas e através disso conscientizar aos agricultores e as secretarias municipais de agricultura de que se pode fazer algo para recuperar aquilo que vem há anos, sendo degradado.

“A necessidade de se fazer essa transferência de informação, de tecnologia e novos conhecimentos aos produtores e a população é que vem de encontro para que esse projeto aconteça e seja um sucesso. Preservar os mananciais – garante aumento de produtividade. Com o déficit hídrico de mil milímetro por dois anos seguidos – se nós não fizermos irrigação principalmente na região do Vale do rio Cuiabá, nós não teremos produção”, explicou Alemão.

Trabalhando há anos na área de fomento e pesquisa, Antonimar Marinho dos Santos, reforçou que o projeto nasceu com o intuito produzir mudas para o reflorestamento de áreas degradadas, mananciais. Garantir ao o pequeno produtor mudas frutíferas para que ele possa plantar no fundo do seu quintal ou na sua pequena propriedade para que possa saborear frutas do seu próprio plantio. “É uma iniciativa que valoriza tanto as espécies nativas quanto as florestais e frutíferas”, frisou Antonimar.

Max Russi afirmou que posteriormente a intenção é ampliar o projeto para outras regiões mato-grossenses. Disse que entende que é uma necessidade premente no momento – na baixada cuiabana, tendo em vista que as nascentes estão praticamente desprotegidas e não tem reflorestamento, fator que tem acarretado a secura dos rios e isso está se agravando ainda mais com diminuição das chuvas nos últimos dois anos.

‘O momento é difícil não só na baixada. Precisamos compreender que quanto mais árvores a gente plantar, mais possibilidade de chuva teremos. E o mais importante disso tudo é que o projeto vai ser desenvolvido pelos reeducados. Toda a mão de obra de enchimento de sacolas plásticas para o plantio, coleta de sementes, etc, será feita por eles. Vamos capacitar os reeducados num custo praticamente zero. Prepará-los para que quando sair do sistema prisional, saiam capacitados para desenvolver suas atividades em outros viveiros da iniciativa privada”, avalizou o presidente Max ao complementar que em sete anos de mandato, nunca viu tantas reclamação relacionada aos problemas da falta de água e isso sem dúvida é por conta do impacto da degradação ambiental no nosso pais”, analisou ao informar que diariamente, recebe em seu gabinete, muitos pedidos de associações, de distritos, de cidades e moradores solicitando perfurações de poços artesianos para aliviar o problema da falta de água em suas regiões.
Deputada Janaina Riva (MDB) também esteve na reunião e concedeu total apoio ao projeto.

Fonte: Márcia Martins

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