Internacionalização do Marechal Rondon deve sair até março, diz delegado da Receita

Senador acompanha processo e acredita que aeroporto é estratégico para desenvolvimento da aviação e integração com Mercosul

“Até março, é possível que o Aeroporto Marechal Rondon esteja definitivamente autorizado a receber voos internacionais”. A previsão foi feita pelo delegado da Receita Federal, Oldésio Silva Anhesini, ao relatar ao senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura, o andamento do processo de internacionalização.

O delegado informou que até o final de fevereiro, a concessionária Centro-Oeste Aeroporto, que assumiu a gestão do Marechal Rondon no final do ano, deve entregar as obras de adequação do espaço para abrigar a própria Receita, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal e Ministério da Agricultura.

“Assim que recebermos o espaço, a concessionária deve solicitar a internacionalização definitiva” – disse o delegado, que agradeceu ao senador o empenho que tem feito desde o processo de concessão do aeroporto até conseguir os meios para as operações internacionais de passageiros.

Por enquanto, o aeroporto continua alfandegado somente para o transporte de cargas, como confirma um Ato Declaratório Executivo (ADE) da Secretaria Especial da Receita Federal, publicado no último dia 30. “Esse alfandegamento sempre existiu, mas se fazia necessário esse ADE já que a gestão do aeroporto passou da gestão da Infraero para a Centro-Oeste Aeroporto” – explica o delegado.

A internacionalização vai permitir voos ligando Cuiabá a outros países. O primeiro deve ligar a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O voo já está autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e deve ser operado pela empresa aérea Azul. “Sempre defendemos que esse aeroporto, por sua localização estratégica, seja transformado em um hub de distribuição de voos para toda a América Latina e integração com o Mercosul” – disse o senador.

Wellington enfatizou ainda que o processo é fundamental para que a população do Estado tenha maior independência para viajar a diversos continentes, como Europa e América do Norte, e para que Cuiabá e Várzea Grande sejam um hub de referência no mundo.

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