Investigação da Operação Bereu vai apurar lavagem de dinheiro praticada por organização criminosa

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O inquérito instaurado pela Polícia Civil comprovou, até o momento, que pelo menos 20 pessoas foram cadastradas para participarem da organização criminosa no Tijucal e destas pessoas eram cobradas taxas para integrar o grupo. 

O delegado titular da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, destaca que os integrantes da organização agiam também no achaque a empresários do bairro Tijucal. Mesmo detido, um preso da PCE emitia ordens, por meio de cartas (conhecidas no meio prisional como ‘bereu’) para que integrantes da organização agissem nas ruas sob seu comando. “A operação teve um resultado bastante positivo e agora partimos para a segunda fase, que é apurar o crime de lavagem de dinheiro e identificar outros possíveis integrantes dessa organização”, afirmou Vitor Hugo.

O delegado Gustavo Belão, que conduz a investigação, pontua que dois criminosos foram identificados como os braços diretos do líder do grupo. “Após analisar cartas interceptadas pela GCCO, foram identificadas a exigência da cobrança de taxas a integrantes do grupo criminoso. Em caso de inadimplência, eram aplicadas sanções, como agressões físicas, conhecidos como ‘salves’, crime de tortura”, esclareceu o delegado. 

As cartas demonstraram ainda que o tráfico de drogas no Tijucal era dominado por esse grupo, com a cobrança de pagamentos para que o comércio de entorpecente pudesse funcionar, sendo que a droga era fornecida pela própria organização criminosa, acrescentou Belão. 

A operação contou com a participação das equipes da GCCO e de outras unidades da Diretoria de Atividades Especiais (GOE, Polinter, DRE, Defaz, Dema e Deccor), além da Diretoria Metropolitana (delegacias das regionais de Cuiabá e de Várzea Grande) e apoio das Diretorias de Inteligência e de Execuções Estratégicas da Polícia Civil e da Secretaria Adjunta do Sistema Penitenciário.

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