MEIO AMBIENTE: Instituto entra com pedido em comitê para garantir preservação de Ninhal no Pantanal de MT

As queimadas no Pantanal mataram milhares de animais silvestres e deixou outras centenas feriadas.

O Instituto Ambiental Augusto Leverger (IAAL), entrou com um pedido de proteção para garantir a preservação do ninhal de  Porto Fazenda, que faz parte de um dos maiores ecossistema do Brasil, o Pantanal, junto ao comitê do fogo do estado de Mato Grosso.

Um dos principais argumentos apresentados no pedido, é a situação em que a região do Pantanal vive na atualidade, sendo completamente destruído pelos incêndios florestais que ameaça a extinção de várias espécies  de animais silvestres que migram todo ano para a região, por ser considerado um dos ambientes de refúgio dos animais para a reprodução.

O Ninhal de Porto Fazenda, é o único está que não foi atingido pelo fogo e fica localizado na região de Barão de Melgaço, onde cerca de  15 mil aves migram todos os anos.

De acordo com a presidente Silvana Campos, do Instituto Ambiental Augusto Leverger (IAL), os principais fatores que está colaborando para que isso aconteça, é a falta de planejamento para combater os incêndios que acontece todo ano na região e que o Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), e defende que o comitê precisa ouvir as pessoas que moram nos locais que todos os anos são atingidos pelas queimadas.

“Precisamos que o comitê, deixe de agir politicamente e comece a realizar os trabalhos que realmente vai ajudar as comunidades da região do Pantanal, defendo a participação dos ribeirinhos, do verdadeiro pantaneiro a participar, que esse comitê comece a ouvir essas pessoas, porque eles vivem dia e noite, nasceu e cresceu dentro do Pantanal, a política tirou a voz do pantaneiro”, argumentou.

Silvana, ainda elenca mais fatores e que contribuem para o desastre ambiental, dentre elas estão às canalizações dos córregos, construções de hidrelétricas nos afluentes dos rios que desaguam no banhado, e defende a criação de gados no Pantanal, que precisa voltar ao que era antes.

“As canalizações dos córregos, o Manso que foi construído e não solta água para abastecer o rio, PCHs que foram construídas nos afluentes dos rios que banham o Pantanal, ai que fica um questionamento, como o meio ambiente vai fazer a sua auto limpeza com a interferência do homem?”, Perguntou indignada com a situação.

Ainda de acordo com a presidente, os trabalhos de combate ao fogo estão sendo feitos pelo fator de que os donos das pousadas estão contribuindo para tentar amenizar o caos que o fogo está causando, ela relatou que desde o mês de Abril entrou em contato com o Comitê solicitando mangueiras de apagar incêndios, da mesma utilizada pelo Corpo de Bombeiros, porém teve sua solicitação negada.

“Hoje contamos com  a ajuda de donos de pousadas para que ao menos tentemos amenizar a situação critica que estamos vendo acontecer, ano passado o Ninhal de Porto Fazenda, ficou cercado pelas chamas que chegaram a menos de 2 Km da reserva, quem ajudou a combater o incêndio foram os empresários que ficam nas regiões, no mês de Abril deste ano, enviamos uma solicitação ao Comitê pedindo um auxilio para que nós pudéssemos adquirir umas mangueiras que não fossem mais usadas pelo Corpo de Bombeiros, mas infelizmente a nossa solicitação foi negada, quem ajudou a combater o incêndio foram os empresários que ficam nas regiões”, finalizou.

Milhares de animais silvestres morreram nesses incêndios que atingiram o Pantanal e outras centenas ficaram feridos.

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Brasil

O Brasil é um país megadiverso que abriga mais de 13% da riqueza de espécies do globo. É o terceiro país em número de espécies de aves. Das 1.919 espécies atualmente registradas pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, pouco mais de 10% são atualmente definidas como migratórias, mas este número ainda pode aumentar conforme cresça o conhecimento sobre o grupo.

Ao longo de sua rota migratória, as aves utilizam diversas áreas para descanso e alimentação. Sem essas áreas, as aves não são capazes de atingir o destino final, deixando de completar seu ciclo de vida. Algumas espécies migratórias têm suas rotas restritas ao território nacional; outras deslocam-se por diversos países vizinhos; outras possuem uma área de distribuição que pode se estender de polo a polo. Essa interconexão notável entre ambientes, biomas, países, continentes e hemisférios executada pelas espécies migratórias torna o Brasil co-responsável frente ao compromisso de conservação da biodiversidade. (Trecho retirado do artigo da UCMbio,  Relatório de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias no Brasil 3a Edição | 2019)

Fonte: Jota Jota
Fotos: Assessoria

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