Na Câmara Municipal Várzea Grande, presidente do DAE diz precisaria de investimento de R$ 1,5 bilhão para resolver problema da água

O diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), Carlos Alberto Simões de Arruda – Beto Arruda, compareceu na Câmara Municipal de Várzea Grande para prestar esclarecimentos sobre o abastecimento irregular de água no município. O convite foi feito pelo primeiro secretário da Mesa Diretora, o vereador Bruno Rios (PSB).

O presidente da Casa de Leis, o vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), questionou sobre o que deve ser feito e quanto pode ser investido para solucionar o problema.

“Temos cerca de 5000km de adutora de amianto e isso precisa ser trocado, ou seja, precisamos cortar a cidade inteira, como por exemplo a Couto Magalhães e a Filinto Muller. Acredito que precisa ser investido em torno de R$1,5 bilhão”, destaca Arruda.

Fabinho também questionou se o diretor-presidente pensa na privatização como forma mais viável.  “A Águas Cuiabá está fazendo investimentos há 14 anos, ela passou dois anos patinando na CAB, houve um TAC do Ministério Público para obrigar quem comprar fazer os investimentos necessários, pois quem comprou primeiro não fez o trabalho devido. Por isso, eu sou contrário à privatização, mas não é uma carta fora do baralho porque temos a situação do esgoto a qual é muito pior que a Capital. Nós temos que fazer Estações de tratamento igual essa que o prefeito retomou e está fazendo no Santa Maria de 340 litros por segundo de esgoto para tratar, com tecnologia ideal, que são lagoas aeradas, retirada de eficiência dela é de 97%, diferente dessas outras. Tínhamos que fazer mais duas além dessa, tínhamos que ampliar o Parque do Lago/Maringá e temos que fazer outra no Pai André/Praia Grande. Agora não é para agora, tudo depende de um cronograma de recebimento e investimento e disponibilidade financeira para fazer isto”, disse Carlos.

Ele ainda conta que com o funcionamento da nova Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada no bairro Cristo Rei, irá melhorar e muito o sistema do município. Segundo a Prefeitura de Várzea Grande, ETA Grande Cristo Rei, estimada em R$ 27 milhões em recursos próprios do Tesouro de Várzea Grande e que vai produzir até 320 litros por segundo ou 27.648 milhões de litros por dia. Atualmente, o município tem hoje outras duas grandes ETAs com a mesma capacidade de captação, tratamento e distribuição, o que deve elevar a produção total de água para 73 milhões de litros por dia. “Ela deve estar em pleno funcionamento em outubro e com certeza irá aliviar e muito o problema da água, principalmente no Cristo Rei, como também nos bairros da região Central”, declara.

Bruno Rios, requerente da visita, questionou sobre quantos litros de água são necessários para abastecer o município e o quanto está sendo captado e distribuído. “Se nós tivéssemos um controle de perda, hidrometrado de forma rígida, o que temos hoje daria. Todos sabem que a perda é grande, quem anda em Várzea Grande sabe disso. Hoje produzimos 800 litros por segundo, depois ainda temos um pequeno gás. A ideia é trabalhar acima da capacidade nominal, porém ainda não oferecemos a qualidade que o povo merece. Voltamos para a capacidade nominal e assim podemos oferecer uma qualidade de água ideal para os nossos munícipes”, disse Arruda.

O vereador Pedro Paulo Tolares – Pedrinho (DEM) perguntou sobre a precarização do abastecimento, pois em gestões passadas usavam o mesmo sistema e estrutura.  “A área produzida é a mesma, porém o volume produzido é menor. Além disso, o consumo da população aumentou devido a grande temperatura e pela baixa umidade relativa do ar”, declara o presidente do DAE.

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