Operação na PCE gera noticias falsas sobre mortes; familiares acusam agentes de espancarem presos; OAB acompanha

A operação Agente Elison Douglas deflagrada na madrugada desta terça-feira (13), na Penitenciária Central do Estado (PCE), resultou em tumulto na frente do presídio. Familiares de presos disseram que a energia foi desligada e dentro da unidade estaria acontecendo sessões de espancamentos; já o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen) não confirma as denúncias.

a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) disse que está fazendo o levantamento sobre o caso e preferiu não se manifestar no momento. Também a presidente da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, Michele Marie, preferiu primeiro checar as informações para depois se posicionar sobre o assunto, revelando apenas que estaria a caminho da PCE para verificar o caso.

Já a advogada Márcia Paes, que tem um filho preso na Penitenciária Central do Estado, ao lado de outras mães e esposas dos reeducandos defendeu – do lado de fora da PCE -, que agentes penitenciários e a Polícia Militar precisam até como form a de respeito dar respostas rápidas aos familiares e advogados da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), quanto a denúncia que reeducando estariam sendo alvo na operação de um ‘pente fino no presídio’, com objetivo de retirar as “regalias” e que dentre as ações, estariam sessões de espancamentos. [vídeo no final da matéria]

Ainda de acordo com a advogada, é preciso que sejam repassadas, inclusive, informações sobre as razões para a suspensão das visitas durante 30 dias. “Que saia alguém aqui, seja juiz de execuções penais, seja promotor, mas diga para todos, quais seriam as razões para esta suspensão. Hoje sou discriminada por ser mãe de um reeducando e é como mãe que falo que queremos nossos filhos vivos. Assim, precisamos de respostas para que seja desmentida a denúncia de que teriam até matado detento lá dentro”.

Por meio de nota,  Jacira Maria da Costa Silva, presidente do Sindspen, assegurou que estariam sendo respeitados os direitos dos presos r que a operação que está em andamento objetiva apenas a reduzir os excessos.Veja Também  Após 74 dias, professores encerram a greve em MT e retornam às aulas na próxima semana

Em trecho da nota, o sindicato informa que a operação é um pedido dos servidores do sistema penitenciário, por meio do sindicato á Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), tendo em vista o crescimento do crime organizado dentro de unidades penais, que culminou no assassinato do agente penitenciário de Lucas do Rio Verde, Elison Douglas no mês de maio.

E que tem como foco diminuir as regalias dentro dos presídios e restringir a quantidade de produtos dentro das unidades prisionais, ou seja, a quantidade de materiais em excesso que gera superlotação no ambiente. “Precisamos diminuir os excessos, mas respeitaremos os direitos deles”, frisa a presidente..

Pelo menos 50 agentes participam da ação na penitenciária. O local foi cercado pela Polícia Militar e familiares de presos estão em frente à entrada protestando. Por causa da operação, as visitas e entregas de materiais para os presos estão suspensas. Para reforçar o efetivo, foram convocados agentes penitenciários do interior do estado.

O nome da operação é uma homenagem ao agente penitenciário que foi morto em Lucas do Rio Verde a pedido de bandidos (a 354 km de Cuiabá).

Fonte: Rafael Medeiros

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