PANTANAL EM CHAMAS: Rodovia Transpantareira antes e depois dos incêndios no Pantanal; veja as fotos

Fotos feitas antes e depois das queimadas no Pantanal de Mato Grosso mostram a devastação no entorno da Rodovia Transpantaneira, que liga o município de Poconé, a 104 km de Cuiabá, a Porto Jofre, na divisa com Mato Grosso do Sul. Incêndios destroem o bioma há 3 meses, provocando alertas climáticos, a morte de animais e a retirada de indígenas de seus territórios.

A Transpantaneira tem 150 km de extensão e é conhecida por ser um atrativo turístico da região. Ela cruza a maior planície alagável do planeta.

As imagens feitas antes das queimadas, na época das chuvas, mostram a biodiversidade da região. Agora, a paisagem é de deserto, com a mata em cinzas. Uma das áreas atingidas, o Parque Estadual Encontro das Águas perdeu 85% da cobertura vegetal.

Segundo o Instituto Centro Vida (ICV), ao todo, os incêndios já destruíram uma área de 92 mil hectares do parque, que tem 108 mil hectares.

Filhote de onça-pintada e a mãe são observados em Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso — Foto: Ailton Lara
Filhote de onça-pintada e a mãe são observados em Porto Jofre, no Pantanal de Mato Grosso — Foto: Ailton Lara

Rodovia MT-060, mais conhecida como Transpantaneira, em Poconé — Foto: Rafaella Zanol - Gcom/MT
Rodovia MT-060, mais conhecida como Transpantaneira, em Poconé — Foto: Rafaella Zanol – Gcom/MT

Fogo é registrado por fotógrafo no quilômetro 40 da transpantaneira — Foto: Ernane Junior
Fogo é registrado por fotógrafo no quilômetro 40 da transpantaneira — Foto: Ernane Junior
Antes e depois do incêndio que devasta o Pantanal — Foto: Arte-G1

Onças-pintadas

O Parque Estadual Encontro das Águas é conhecido por deter a maior concentração de onças-pintadas do mundo. Turistas de todo o mundo vão ao local fazer observação de onças-pintadas a bordo de barcos.

De acordo com análise do ICV, as onças-pintadas, que já são ameaçadas de extinção, agora também são ameaçadas pelas queimadas.

O Pantanal tem muitas áreas remotas, como Porto Jofre, localidade de Poconé (MT) que só pode ser acessada de avião ou pela Transpantaneira, estrada com mais de 100 pontes, muitas ainda feitas de madeira — Foto: Eduardo Palacio/G1
O Pantanal tem muitas áreas remotas, como Porto Jofre, localidade de Poconé (MT) que só pode ser acessada de avião ou pela Transpantaneira, estrada com mais de 100 pontes, muitas ainda feitas de madeira — Foto: Eduardo Palacio/G1

Destruição

Dados do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos incêndios florestais do Ibama, em 2020 mostram que a área queimada no Pantanal já passou de 2,3 milhões de hectares, sendo 1,2 milhão em Mato Grosso e mais de 1 milhão em Mato Grosso do Sul.

Essa área de mais de 2 milhões representa quase 10 vezes o tamanho das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro juntas.

Nesta semana o governo decretou situação de emergência em Mato Grosso. O decreto irá valer por 90 dias, podendo ser prorrogado. O governo federal prometeu liberou nesta terça-feira (15) recursos para combate às chamas no estado e no Mato Grosso do Sul.

As queimadas aumentaram no Pantanal a partir de julho, quando a estiagem ficou ainda mais intensa. Os dias estão tão secos que o clima fica parecido ao de um deserto, com umidade abaixo dos 10%. Porém, o clima não é o único problema – a polícia apura indícios de que queimadas criminosas ocorram na região para liberar as áreas para pastagem.

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