PARCERIAS: Investimentos poderão alavancar pesquisas cientificas em MT, afirma Max Russi

Parlamentar lembra pesquisa inédita feita pela UFRJ e Instituto Vital Brazil que pode levar a uma soroterapia contra o coronavírus, raiva e tétano. 

Vinícius Roberto O. Marinho, 32 anos, servidor público, em agosto deste ano entrou para lista das mais de 100 mil pessoas contaminadas pela Covid-19, o coronavírus, em Mato Grosso. Segundo ele, alguns sintomas o levaram a procurar por uma unidade de saúde que após realização de exame constatou o contágio. Ele também necessitou de internação em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Foram 21 dias lutando contra a doença. 

“É uma doença que mexe muito com o psicológico. E, diante disso eu tentei me manter otimista o tempo todo. Eu recebi alta da UTI e fiquei mais alguns dias na enfermaria. No dia 7 de agosto recebi alta do hospital e, mesmo assim, ainda fiquei dez dias cumprindo isolamento domiciliar por recomendação médica”, relatou Vinícius, que faz parte da lista das mais de 100 mil pessoas acometidas pela doença no estado. 

E, na tentativa de combater esse tipo de doença no território mato-grossense, o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), propôs ao governo do Estado, investimentos financeiros em pesquisas científicas, além de parcerias entre a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de outros centros de pesquisas.  

Russi cita o estudo inédito feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Vital Brazil (RJ), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que desenvolveram um soro contra a Covid-19. O estudo divulgado no mês passado mostra que a substância produzida a partir do plasma de cavalos tem anticorpos até 50 vezes mais potentes que os humanos e que pode levar a uma soroterapia contra o coronavírus, raiva e tétano, por exemplo.  

“Assim como outros centros de pesquisa estão avançando, Mato Grosso também pode contribuir nesses estudos tão importantes, mas para isso precisa investir mais nessa área além de propor parcerias, o que alavancaria a quantidade e a qualidade das pesquisas científicas em nosso estado. Hoje, a grande preocupação é como combater e erradicar o coronavírus, mas podemos nos deparar com um fato novo e precisamos estar preparados e estruturados”, avaliou Max Russi.  

Para o servidor público e recuperado da Covid-19, Vinícius Marinho, a iniciativa do parlamentar é muito importante e o momento pede investimentos em pesquisas científicas. “Eu acredito que toda pesquisa em prol de se achar meios para curar o paciente da Covid-19 é válida. Estamos em um momento delicado, em que muitas vidas estão se perdendo por falta de um tratamento mais eficaz. Então, qualquer tipo de tratamento ou remédio mais eficaz é importante. Esse é o momento em que precisa, sim, investir em pesquisas”, observou. 

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