Polícia Civil esclarece triplo homicídio em Cuiabá e prende 8 envolvidos no crime

Três jovens que trabalhavam vendendo tapetes foram mortos por integrantes de uma facção criminosa

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), da Polícia Civil de Mato Grosso, esclareceu nesta quinta-feira (10.12) um triplo homicídio ocorrido na Capital, em 2019, e prendeu oito pessoas pelo crime. Três rapazes foram executados por integrantes de uma facção criminosa, que julgaram que as vítimas fariam parte de um grupo rival com forte atuação no estado de São Paulo.

As vítimas, vendedores ambulantes de tapetes que estavam em Cuiabá há apenas uma semana, foram mortas a tiros em uma casa no bairro Nova Esperança 3. Os três rapazes, dois de 25 anos e um de 18, haviam saído de São Paulo e depois de passar por Campo Grande vendendo tapetes alugaram uma casa no Nova Esperança, junto com outras pessoas, para ficar enquanto trabalhariam na cidade.

O trabalho investigativo e complexo para esclarecer as mortes durou pouco mais de um ano, com dezenas de diligências, depoimentos, apuração de elementos informativos para chegar à fundamentação do caso, que desvendou o envolvimento de diversas pessoas, com passagens criminosas, inclusive algumas delas implicadas em outro homicídio ocorrido em julho de 2019, na mesma região.

A investigação sobre os crimes envolveu as equipes dos delegados Fausto Freitas, Caio Fernando Albuquerque e Mário Roberto Santiago Jr.

Crime

O delegado titular da DHPP, Fausto Freitas, explica que a investigação do triplo homicídio, que foi iniciada por ele em 2019, apurou que os três jovens foram confundidos como integrantes de uma facção rival. Dias antes do crime, os três foram levados pelo grupo criminoso a uma casa onde tiveram os aparelhos celulares vistoriados e foram interrogados em uma espécie de ‘tribunal’.

“A investigação exigiu um tempo, pois tem complexidade, muitas pessoas envolvidas, e mesmo diante da pandemia, que exigiu um regramento diferente em função das medidas sanitárias, a DHPP conseguiu esclarecer os crimes”, destacou Fausto.

De acordo com o delegado Mário Santiago, poderia ter havido mais vítimas no dia da execução dos três rapazes, pois na casa estavam morando mais cinco jovens, que não estavam no local no momento do crime. “Conseguimos apurar, no primeiro momento, que os três jovens foram interrogados por um grupo grande, aproximadamente 15 pessoas armadas. Já no dia da execução, foi identificada a participação de quatro pessoas que chegaram na casa e fizeram diversos disparos”, esclareceu o delegado, acrescentando que a investigação é complexa por envolver diversas pessoas e muitas testemunhas serem receosas de depor, com medo de retaliações.

“O importante é que a investigação reuniu elementos para a fundamentação do inquérito e a identificação e responsabilização dos criminosos”, pontou o delegado.

Envolvidos

Quatro investigados pelo triplo homicídio foram presos na Capital e encaminhados à unidade prisional do Capão Grande, em Várzea Grande.

Já outros quatro investigados tiveram os mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado, onde já estavam presos desde o início de novembro deste ano após ação deflagrada pela DHPP para prender os envolvidos em outro homicídio que vitimou Diego Gomes Vilela, no bairro Jardim Industriário, também em Cuiabá.

Responsável pelo inquérito do homicídio ocorrido em julho de 2019, o delegado Caio Albuquerque explicou que Diego na frente de uma residência. “Este foi um dos homicídios praticados na região cuja apuração angariou indícios de ter ocorrido a mando de uma facção criminosa com atuação na região”. O homicídio foi planejado por um homem de 25 anos, considerado disciplina no Jardim Industriário e região e que teria ‘armado’ o crime porque a vítima estaria vendendo drogas sem o consentimento da facção criminosa.

A partir dos elementos deste caso foram apurados indícios que ligaram a atuação do grupo criminoso com as mortes dos jovens vendedores de tapetes.

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