Polícia investiga furto de estátua de 400 kg na Zona Sul do Rio

Escultura representa a mãe do primeiro presidente do Brasil, D. Rosa Paulina da Fonseca. Gerência de Monumentos e Chafarizes fará registro de ocorrência nesta segunda-feira (17).

A polícia do Rio investiga o furto de uma estátua de 400 kg e 2 metros de altura, que desapareceu do monumento em homenagem a Marechal Deodoro na Glória, Zona Sul do Rio. Segundo a Gerência de Monumentos e Chafarizes do Rio, vinculada à Secretaria de Conservação, a escultura representa a mãe do primeiro presidente do Brasil, D. Rosa Paulina da Fonseca.

Antes e depois do furto de estátua de 400 quilos na Glória — Foto: Reprodução/TV Globo

O registro foi feito na 9ª DP (Catete), que abriu inquérito para apurar os fatos. Foi realizada a perícia de local. Diligências estão sendo feitas para identificar e prender os autores, além de saber quando foi cometido o crime.

Segundo a delegacia, foram oficiados a CET-Rio, em busca de imagens de câmeras de segurança, e também um prédio distante do local do roubo. Não havia câmeras próximas.

Antes e depois do furto de estátua de 400 quilos na Glória — Foto: Reprodução/TV Globo

O órgão cuida, atualmente, de 1.371 monumentos (bustos, esculturas, estátuas, relógios e chafarizes). Também mantém contrato para manutenção no valor de cerca de R$ 900 mil.

Monumento de onde foi roubada estátua representando a mãe do Marechal Deodoro, na Glória, Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução
Monumento de onde foi roubada estátua representando a mãe do Marechal Deodoro, na Glória, Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução

Segundo a gerência, os monumentos sob a tutela do município são vistoriados e os reparos necessários, como limpeza, conserto hidráulico, elétrico e reposição de pequenas peças, programados para que sejam executados pelo contrato.

No caso de vandalismo ou furto de grandes peças, é feito um levantamento orçamentário, para abrir uma licitação para que seja feita a restauração e reposição.

Monumento ao Marechal Deodoro, na Glória, antes de uma das estátuas ser roubada — Foto: Reprodução
Monumento ao Marechal Deodoro, na Glória, antes de uma das estátuas ser roubada — Foto: Reprodução

Outros furtos

E os furtos de monumentos acontecem com certa frequência. Em maio do ano passado, a estátua “Os escoteiros”, de 1923, desapareceu da Praça do Russel, também na Glória. Parte dela foi encontrada um mês depois, na beira da praia.

Em outra ação, vândalos também furtaram o gradil em alumínio da Pira Olímpica e a escultura “A menina dos balões encantados”, em Ipanema, na Zona Sul, perdeu os braços, uma perna e os balões.

O caso mais impressionante foi o sumiço das vigas da perimetral. O elevado veio abaixo em 2013. As vigas de cento e vinte toneladas de aço desapareceram sem deixar rastro. Até hoje, o destino delas é incerto.

De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o inquérito que apurava o furto das vigas da Perimetral foi arquivado. Em 2019 um novo inquérito foi instaurado para apurar a procedência de umas vigas encontradas na Baixada Fluminense. O material está sendo analisado e diligências estão sendo realizadas. Cabe esclarecer que como as vigas não possuem registro ou número de série a identificação do material se torna mais difícil.

Em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, a estátua de Noel Rosa sendo servido numa mesa de bar não existe mais. A prefeitura vai abrir uma licitação para que ela seja refeita.

Fonte: G1

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