PRESO EM GOIÁS: Chacina em 1997 foi motivada após ‘delação’ de ex à polícia

Denúncia à Polícia Militar em 1997 teria motivado Wellington Ribeiro da Silva a matar sua ex-namorada e seus dois filhos. O episódio ficou conhecido como ‘Chacina do Monte Líbano’ e voltou à tona nesta semana, após Ribeiro ser preso pelas Polícia Civil de Mato Grosso e Goiás, suspeito de ser autor de ao menos 47 casos de estupro entre os anos de 2008 e 2019, sendo que 22 já foram confirmados. 

Apesar de já estar sendo considerado o maior estuprador em série de Goiás, Ribeiro já tinha um vasto histórico criminal em Mato Grosso, sendo apontado como líder de uma quadrilha que atuava em roubos e homicídios. 

Foi em uma casa do Jardim Monte Líbano, em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), que no dia 23 de março de 1997 que Wellington matou a ex-namorada, Luiza Pereira da Cruz, 39, e os dois filhos dela, Diego Pereira da Silva, de 10 anos e o pequeno Hugo Pereira Brito, de 3 anos.

Na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), consta que Wellington era acusado de liderar uma quadrilha na região e que, ao acreditar que Luzia teria detalhado parte das ações do grupo à polícia, decidiu então mata-la.

Luzia tinha dois filhos, frutos de outros relacionamentos. O suspeito foi até a casa dela e no primeiro momento se mostrou afetuoso. Quando deixou a vítima à vontade, após um abraço, cravou uma faca em suas costas e em seguida, desferiu outros golpes na mulher, que morreu na hora.

O filho mais velho ao flagrar a cena, tentou correr, mas foi alcançado pelo agressor. Foi morto no chão da casa. O menor estava dormindo, mas acordou com o barulho e chorou ao ver o agressor, acabou morto em seguida.

A família só foi encontrada 3 dias após o crime pelos vizinhos, que começaram a sentir um odor vindo da casa de Luzia. Chegou a ser julgado pelo crime em 2006, onde foi absolvido. 

O MPE recorreu da decisão, onde um novo julgamento, em 2016, resultou na sua condenação em 47 anos e nove meses de prisão em regime fechado.

Estupros em série 

Como foi absolvido, mudou-se para Goiás, onde no ano de 2011 foi preso em flagrante após estuprar uma mulher e uma criança de 5 meses. Por ter histórico na Justiça de Mato Grosso, foi transferido para a Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis.

Em 2013, por um descuido, conseguiu fugir. Consta no registro da época que Wellington e outro preso estavam realizando serviços de reforma na fachada da penitenciária, sob escolta de agentes prisionais, mas fugiu por rumo ignorado. Voltou para Goiás onde continuou cometendo crimes. 

Desde 2018, seu DNA ficou disponível em um banco de dados, no qual seu material genético foi encontrado em ao menos 22 vítimas de estupros, informou a Polícia Civil. Não está descartada a autoria de outros 25 crimes investigados. 

Caso confirmado, ele passa a ser autor de 47 estupros consumados na região, sendo considerado o maior estuprador em série do estado. Os estupros ocorriam quando o homem saia de moto pela cidade, abordando as vítimas e anunciando roubo. 

As mulheres eram obrigadas a subirem na moto e eram levadas para locais distantes, onde ocorria a consumação dos crimes.

Fonte: GD

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