REFORÇO CULTURAL: Max Russi propõe resgate da história e cultura negra em escolas de Mato Grosso

O pedido foi apresentado ao deputado por membros do Movimento Negro do Estado, que estiveram no gabinete do parlamentar.

Uma das indicações apresentadas pelo deputado Max Russi (PSB), durante essa semana, recomenda a inclusão do estudo da disciplina “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”, como matéria obrigatória nos estabelecimentos de ensino de Mato Grosso. O pedido foi feito ao parlamentar por membros do Movimento Negro do Estado.

A alegação é de que a Lei Federal 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade dessa temática, não está sendo colocada em prática.

“Eu fui procurado por membros do Movimento Negro, que alegam que essa lei não está sendo cumprida, afirmando ainda que os colégios ensinam apenas sobre o período de escravidão, desmerecendo toda a cultura do continente africano, toda a história do povo negro, que é muito maior e mais rica que apenas o triste período em que parte de sua população foi escravizada”, destacou Russi.

Para o deputado Max Russi, agregar esse tipo de conhecimento no aprendizado dos estudantes traria diversos fatores positivos, principalmente quanto à promoção do respeito entre colegas.

“Faço essa cobrança, para que as escolas incluam essa disciplina na grade curricular, pois isso nos trará uma ênfase dessa cultura, além de estimular o conhecimento e combater casos de racismo e injúria”, analisou.

Outra cobrança do deputado Max Russi, apresentada em setembro desse ano, foi quanto à extinção da Superintendência de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Supir). A reclamação chegou ao gabinete do parlamentar, que através da Indicação nº 4075/2019 na Assembleia Legislativa (ALMT) cobrou medidas do governo do estado para a retomada dos trabalhos.

A Supir era subordinada à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e tinha o objetivo de garantir os direitos e a dignidade dos povos em situação de vulnerabilidade, assim como combater o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e as formas correlatas de intolerância.

Além disso, a superintendência buscou a restruturação dos conselhos estadual e municipais de Promoção de Igualdade Racial, além do fortalecer e consolidar as políticas voltadas para os movimentos sociais negros, trabalhando ainda temas como a resistência étnica e cultural, pautas transversais, em conjunto com os setores saúde, educação e assistência social.

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