Região norte pode ganhar universidade autônoma

Projeto leva em consideração necessidade de interiorização do ensino no Brasil

A região Norte de Mato Grosso poderá ganhar uma universidade autônoma mediante o desmembramento do atual campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Projeto nesse sentido foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) e leva em consideração a necessidade de independência administrativa e financeira da instituição, a exemplo do que aconteceu em Rondonópolis com o desmembramento do campus e a criação da UFR (Universidade Federal de Rondonópolis) em 2018.

Segundo o parlamentar, a nova instituição independente vai continuar atuando no ensino, pesquisa e extensão voltados para a vocação econômica da região. “Isso vai incrementar ainda mais o desenvolvimento do Norte de Mato Grosso”, acredita.

Ele defende a importância da instituição tendo em vista a necessidade de interiorização do ensino superior no Brasil.

Com sede em Sinop, a Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso terá estrutura e funcionamento definidos em estatuto e será administrada por um reitor e o Conselho Universitário. “Sinop hoje é pólo de 23 outros municípios da região”, lembra.

Hoje, o campus oferece 11 cursos de graduação e 05 de pós-graduação. Ao total, são 3 mil alunos.

A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, comemorou a iniciativa do senador. “Essa independência é ótima para a criação de novos projetos mais voltados para a região. Hoje, tudo depende de Cuiabá”, lembra.

O reitor, Roberto Carlos Beber, também acredita que a emancipação seja um grande passo para a elaboração de mais projetos, a destinação de um volume maior de recursos. “A distância em relação a Cuiabá é grande. São 500 km. Isso dificulta muito”, relata.

Ele acredita que a emancipação seja possível e lembra o empenho do senador Wellington Fagundes para a criação da UFR em Rondonópolis.

A emancipação do campus de Sinop deve ser tratado numa audiência, nesta terça-feira (17.11), com o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Na pauta, também está a consolidação do processo de implantação das universidades criadas pelo governo federal entre os anos de 2018 e 2019, como a do Agreste de Pernambuco, de Catalão, do Delta do Parnaíba, de Jataí, do Norte de Tocantins e de Rondonópolis.

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