Senado aprova audiência para debater obra paralisada do VLT

A situação do Veículo Leve sobre Trilhos, na Grande Cuiabá, é um tema de grande relevância pública, segundo o senador Wellington Fagundes

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 11, realização da audiência pública para debater a atual situação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Do pacote de obras da Copa do Mundo de 2014, o empreendimento de mobilidade urbana encontra-se paralisado. O requerimento para o debate foi formulado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), vice-presidente da CI e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Congresso Nacional.

A data da audiência será definida em comum acordo com os participantes convidados que constam do requerimento. São eles: o governador Mauro Mendes, o ministro Rogério Marinho, de Desenvolvimento Regional; os prefeitos Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, e Lucimar Campos, de Várzea Grande; o presidente da Assembleia Legislativa, José Eduardo Botelho; Marco Antônio Cassou, do Consórcio VLT; e um representante da Caixa Econômica Federal.

Também devem participar o consultor Jean Carlos Pejo; José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e João Pedro Valente, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-MT). “Eventualmente, outros nomes poderão ser apresentados para esse debate” – disse o senador do PL.

Fagundes explicou que as comissões do Senado promovem audiência pública com a participação de autoridades, especialistas ou entidades da sociedade civil para instruir matéria que se encontre sob seu exame, bem como discutir assunto de interesse público relevante. Segundo ele, a questão do VLT na Grande Cuiabá é um tema de grande relevância pública, envolvendo duas das maiores cidades do Estado de Mato Grosso.

“É uma oportunidade para instruirmos posicionamentos e retirar dúvidas. Sobretudo agora, com a mudança ocorrida no Ministério do Desenvolvimento Regional, com a saída do ministro Gustavo Canuto e a entrada de Rogério Marinho” – explicou.

Ao defender a realização da audiência, Wellington ressaltou que a mudança no Ministério, inclusive, provocou o adiamento de uma reunião que estava prevista para segunda-feira, dia 11, entre a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e o Governo de Mato Grosso. Na reunião, segundo Fagundes, o Governo Federal deveria  apresentar detalhes dos estudos técnicos sobre a viabilidade do VLT, que estão sendo feitos por um Grupo de Trabalho criado pela secretaria governamental. O grupo analisa alternativas para reestruturação do modal.

“Temos uma ferida exposta que precisa ser fechada” – insistiu o senador, ao destacar, inclusive, o impacto que a paralisação representa para o comércio, já que os trilhos estão implantados em meio às duas cidades, em regiões de forte apelo empresarial..  O senador reafirmou a importância da convergência de esforços e considera que os debates são fundamentais. “Precisamos de uma solução” – acrescentou.

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