Senador defende continuação do auxílio emergencial

Wellington Fagundes diz que, se preciso for, o país pode emitir papel moeda

O Congresso Nacional poderá votar na semana que vem, logo após o recesso parlamentar, uma proposta para prorrogação do auxílio emergencial. A expectativa é concreta, como informa o senador Wellington Fagundes (PL-MT). “Vários dos candidatos que hoje disputam a Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal já se mostraram favoráveis a essa continuação”, diz.

Criado em abril de 2020, o auxílio emergencial proposto pelo governo federal era, inicialmente, de R$ 200, mas deputados e senadores elevaram o valor para R$ 600, repassados para desempregados, trabalhadores informais e outras categorias por três meses. Prorrogado por mais três meses, o valor foi reduzido para R$ 300 e deve ser mantido, pelo que se pode prever das discussões do Congresso.

Os candidatos à Presidência da Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP) e Artur Lira (PP-AL) e à Presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS), defendem a prorrogação do benefício.

Defensor da proposta, o senador Wellington Fagundes diz que a medida é fundamental para ajudar milhões de brasileiros que foram diretamente afetados pela pandemia. “Mesmo que seja preciso emitir papel moeda, o benefício deve continuar enquanto durar a crise pelo novo coronavírus”, defende.

Ele lembra que os casos de covid-19 voltaram a crescer e que as medidas de restrição de várias atividades econômicas devem se manter ou agravar, aprofundando a situação caótica da economia no país. “Muitas famílias estão sem emprego, sem renda. Esse auxílio, mesmo que seja menor, é fundamental para ajudar na sobrevivência desses brasileiros”, diz.

Outra alternativa em discussão pelos parlamentares é a utilização de recursos para investimentos em fundos públicos, ou os R$ 200 bilhões depositados em fundos infraconstitucionais, mas o Ministério da Fazenda se opõe.

“O que não podemos é deixar a população desamparada”, completa o senador do PL.

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