VACINA DO AGRO: Ministro garante prioridade do Itamaraty para transferência tecnológica após sanção presidencial

Para Wellington Fagundes, este é o passo derradeiro para autonomia na produção de vacinas e principalmente para redução da mortalidade por Covid-19



O Ministro das Relações Exteriores, Carlos França, afirmou nesta terça-feira, 6, que o Itamaraty deve intermediar a transferência tecnológica necessária para que as indústrias de saúde animal produzam vacinas contra a Covid-19. A garantia do que chamou de “diplomacia da saúde” foi dada durante audiência com o senador Wellington Fagundes (PL-MT), autor do PL 1343/21, que concede a autorização para que os parques industriais de saúde animal produzam imunizantes contra o novo coronavírus.

Segundo França, o Ministério deve manter o estreitamento das relações com fornecedores internacionais de IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos) após a sanção do projeto. “Esta é uma das prioridades do presidente Bolsonaro, e a ideia é que nossa rede de postos no exterior – embaixadas e consulados – possam auxiliar o Brasil na capacitação e na transferência de tecnologia para produção de vacinas contra a COVID-19 aqui no nosso país”, garantiu o ministro.

Tratativas semelhantes foram chanceladas pelo Itamaraty no início de junho, quando a Fiocruz firmou contrato de transferência tecnológica para vacinas recombinantes com a AstraZeneca, para a produção de imunizantes 100% nacionais.

Para Wellington, o MRE tem o papel de aproximar as partes interessadas no acordo internacional, e este é o passo “derradeiro” após a sanção do PL 1343/21, o que ocorrerá nas próximas semanas. À época da tramitação de seu projeto no Senado, Fagundes integrou os esforços parlamentares nas tratativas que buscavam internalizar no país o maior número possível de imunizantes.

“As fábricas já tem tecnologia e biossegurança suficiente para produzir essas vacinas, e aguardam a matéria prima patenteada para iniciar o processo de replicação independente. Processo este que é extremamente semelhante ao de produção de vacinas como a da Febre Aftosa, por exemplo”, afirmou o senador.

Ele conta ainda que faz-se necessário, portanto, o envio da “célula-mãe” (independente de qual origem: Coronavac, AstraZeneca, Pfizer) e das instruções de produção, para que as fábricas possam seguir a receita e multiplicar o IFA por conta própria.

“A nossa capacidade, segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para a Saúde Animal, é de produzir até 400 milhões de doses em apenas 90 dias, e essa é a maior garantia que temos de autonomia para produção, exportação e principalmente de redução drástica no número de óbitos por coronavírus”, completou o senador, que é relator da Comissão da Covid-19 no Senado.

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