Wellington defende maior participação dos pais na melhoria do ensino público

Senador destaca trabalho realizado pela comunidade escolar na conservação de unidade de ensino em Campo Novos do Parecis

“Educação se ensina em casa. Escolas são espaço de aprendizado, para se obter conhecimento”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira, 24, em plenário, pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao defender maior participação dos pais de alunos e envolvimento da comunidade escolar para a melhoria do ensino público. Inclusive, segundo ele, em dois aspectos estruturais relevantes: a segurança e conservação dos estabelecimentos de ensino.

Autor do o Projeto de Lei nº 2256, que busca alterar a Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a chamada “Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB”, para dispor sobre normas gerais de segurança escolar, Fagundes tem se mostrado preocupado com a temática do ambiente escolar. Nesse sentido, enalteceu um trabalho de um grupo de voluntários para revitalizar as instalações de uma escola pública na cidade de Campo Novo do Parecis, a 400 km de Cuiabá.

“Uma escola que se encontrava totalmente destruída, segundo relatos, por falta de conservação por parte do Governo e também, claro – não podemos esconder o sol com a peneira –  boa parte dessa situação provocada pelos próprios alunos ou ex-alunos” – frisou o senador. A Escola Estadual Padre Arlindo, em Campo Novo dos Parecis, ganhou novos ares depois que um arquiteto Everton Querendo aglutinou forças da comunidade escolar para reformar o colégio.

Fagundes lembrou que várias outras escolas em Mato Grosso já foram reformadas e devolvidas aos estudantes pelo esforço da comunidade. Segundo ele, atitudes como essa são de grande relevância e merecem ser registradas.  Em levantamento realizado no começo do ano, das 768 escolas estaduais existentes em Mato Grosso, 400 entraram o ano precisando ser reformadas. 

Wellington ressaltou que a educação no Brasil apresentava atualmente vários desafios. As limitações orçamentárias diante da crise fiscal, segundo ele, ressaltam questões de caráter socioeconômicos, ligados principalmente à desigualdade de oportunidades de aprendizagem e de acesso ao ambiente escolar. “Temos problemas com estrutura do sistema educacional em si, as esferas, os programas, agentes e os repasses que ocorrem entre eles. Enfim, são muitos os desafios” – salientou. Os problemas estruturais, em sua opinião, entram na somatória dos problemas que precisam ser enfrentados para que a educação seja proveitosa.

Para Fagundes, a congregação dos pais em torno da escola, permite estabelecer relações com os conteúdos das disciplinas que os filhos estão aprendendo, ajudando nas tarefas de casa, sugerindo programas culturais, filmes, teatros, músicas, etc.  Todas essas formas de agir são fundamentais a presença dos pais na educação. Ele defende que os espaços escolares, inclusive, sejam abertos aos finais de semana para atender a comunidade não apenas com lazer, mas também com atividades diversas, cursos e palestras. 

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